TURMA EM LIBRAS 4ª SÉRIE


Domingo , 25 de Fevereiro de 2007


Como Falar com uma Pessoa Surda

 

  1. Muitos Surdos apenas o conseguem entender lendo o movimento dos seus lábios 

 

    • Nunca lhe fale sem que ele o possa fitar. É necessário que lhe chame a atenção antes de falar
    • Em qualquer Curso, Conferência ou situações similares, trate de que o Surdo fique bem situado. Na Sala de Aulas a criança ou jovem Surdo, ou com problemas de audição, deve ficar sempre na primeira fila
    • Coloque-se de modo que a sua face fique bem iluminada
    • Não mantenha um cigarro nos lábios nem coloque uma mão em frente da boca
    • Tente nivelar-se pela altura dele, especialmente tratando-se duma criança
    • Fale calma e detalhadamente mas sem exagero e sem gritar

 

  1. Um Surdo que use prótese auditiva não é um ouvinte
    • A prótese não faz milagres. A compreensão da língua exige uma larga e difícil reeducação
    • A prótese ajudará, reforçando notavelmente a apreensão de certos sons, certas palavras, mas geralmente só com o complemento essencial da leitura labial

 

  1. Seguir uma conversa oral representa um grande esforço para o Surdo
    • Comece logo pelo objetivo principal da conversa, para uma melhor captação do interlocutor Surdo (exemplos: "amanhã", "trabalho", "dinheiro", "família", "férias", etc., etc.)
    • Se a conversa for grupal dificilmente um Surdo a acompanhará sem intérprete de Língua de sinais.

 

  1. Normalmente um Surdo profundo tem um reduzido conhecimento do vocabulário da Língua Oral, dificuldades na construção das frases e no real significado das palavras:
    • Construa frases curtas e simples
    • Se não fôr entendido repita novamente. Se necessário utilize outra(s) palavra(s) com o mesmo sentido ou dê outra forma à frase
    • Se necessário ajude a comunicação com gestos ou palavra(s) escrita(s)

Escrito por Laura Dias Serpa às 08h48 AM
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Como Falar com uma Pessoa Surda

 

5. O Surdo sente-se, com extrema facilidade, isolado entre os Ouvintes

    • Frequentemente tem a sensação de ser marginalizado
    • Pense em tal quando está com algum e esforce-se por lhe dedicar um pouco da sua atenção
    • Faça-o tomar parte na situação informando-o daquilo que sucede ou se diz ao redor dele

6. Recorde que um SURDO, verdadeiramente identificado com a Comunidade Surda

    • É o melhor professor da Língua Gestual
    • É a única pessoa verdadeiramente habilitada para falar da Cultura e do Mundo dos Surdos
    • Não aceita o implante coclear visto este não fazer o milagre de curar a Surdez
    • Tem direito à igualdade, mantendo as suas diferenças
    • É um "expert" para avaliar as formas de tecnologia que poderão ajudar o mesmo
    • Não é MUDO (esta palavra já foi eliminada legalmente em Washington, D.C.)
    • Tem os mesmos direitos de igualdade de oportunidades dos ouvintes e sente-se orgulhoso da sua identidade e da sua cultura

7. Lembre-se sempre

    • A melhor solução para comunicar com uma Pessoa Surda é aprender a Língua Gestual, a Língua Natural da Comunidade Surda.

Escrito por Laura Dias Serpa às 08h44 AM
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A ARTE  E  A  CULTURA SURDA

Estas imagens recebi da KARIN instrutora surda da Feneis doParaná.

Elas foram pintadas por artistas surdos.

Olhem como são belas....

Elas refletem os sentimentos das comunidades surdas, seus caminhos e suas angustias.

 

 

Escrito por Laura Dias Serpa às 08h27 AM
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O Direito da Criança Surda a crescer Bilíngüe   

 

Toda a criança surda, independentemente do seu grau de surdez, tem o direito de crescer bilíngüe. A fim de poder atingir plenamente as suas capacidades cognitivas, lingüísticas e sociais, e como o demonstram as investigações após longos anos, esta criança terá quase sempre necessidade de conhecer e de utilizar duas Línguas, a Língua Gestual e a Língua Oral (sob a forma escrita, e se possível falada).

O que a criança deve poder efetuar com a Língua     

Graças à Língua, a criança surda, como a criança ouvinte, deve poder efetuar um determinado número de coisas:

1. Comunicar o mais cedo possível com os seus pais e família

Desde os primeiros momentos da vida, a criança começa a adquirir a língua, conforme esta lhe é exposta e que ela possa entender. É graças a esta Língua precoce que se estabelecem os laços pessoais e afetivos entre os pais e a criança. Como é verdadeiro para a criança ouvinte deve sê-lo também para a criança surda. Ela deve poder comunicar plenamente com os pais com a ajuda duma Língua natural. Esta interação deve começar o mais cedo possível afim dos laços afetivos e sociais se construam, mutuamente, entre a criança e os seus pais.

2. Desenvolver-se cognitivamente o mais jovem possível    

Com a ajuda da Língua a criança vai desenvolver as capacidades cognitivas que são indispensáveis ao seu desenvolvimento: observação, abstração, memória, etc. A ausência de Língua, ou a presença duma Língua mal entendida ou não natural, terá um impacto nefasto sobre o desenvolvimento cognitivo da criança.

3. Adquirir conhecimentos através da Língua   

É em grande parte através da Língua que a criança adquire conhecimento do mundo. A comunicação com os pais e outros parentes, com outros adultos e crianças, permitir-lhe-á a aquisição e a transmissão dos conhecimentos e da sabedoria, que formarão a base indispensável às atividades escolares. Além disso, facilitar-lhe-ão toda a compreensão da Língua, porque não há uma real compreensão sem conhecimento do mundo.

4. Comunicar plenamente com o mundo próximo    

A criança surda, como a criança ouvinte, deve poder comunicar de modo pleno com aqueles que a cercam (pais, irmãos, outras crianças, professores, adultos, etc.). Deve poder fazê-lo através duma forma de comunicação ideal e na Língua mais apropriada à situação. Em certos casos, será a Língua Gestual, noutros a Língua Oral, e por vezes as duas Línguas em alternância.

5. Aculturar-se nos dois mundos que serão os seus

A criança surda deve gradualmente tornar-se membro dos dois mundos aos quais pertence. È necessário que se identifique, ao menos parcialmente, com o mundo ouvinte, o mundo dos seus pais e da sua família na maior parte dos casos. Mas deve também poder entrar em contacto com o mundo dos Surdos o mais precoce e rapidamente possível. A criança surda deve poder sentir-se bem nestes dois mundos e identificar-se com eles, qualquer que seja o grau desta identificação. É necessário fazer tudo para que a descoberta destes dois mundos tenha lugar de maneira precoce que a integração nos mesmos se faça sem dificuldade.


A CRIANÇA SURDA TEM O DIREITO DE CRESCER BILINGUE. E UM DOS DEVERES DA SOCIEDADE É TUDO FAZER PARA QUE TAL SEJA POSSÍVEL.

Adaptação de um Trabalho de François Grosjean

Escrito por Laura Dias Serpa às 07h42 AM
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